Carta da REBEA (Rede Brasileira de Educação Ambiental) aos Ministros da Educação e do Meio Ambiente

Resultado de imagem para rebea

Carta da REBEA aos Ministros da Educação e do Meio Ambiente, contendo nossa preocupação com as graves alterações que foram feitas na área socioambiental, apontamos detalhadamente as determinações legais feridas e apresentamos uma série de propostas para reverter a situação e recompor a EA com a estrutura nos ministérios.

Clique aqui para acessar a carta

Assine também a manifestação

Anúncios
Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Manifesto da educação ambiental

Nota da comunidade acadêmica brasileira ligada ao campo da educação ambiental para os Senhores Presidente da República, Ministros da Educação e Meio Ambiente, para a Sociedade Brasileira e a Comunidade Internacional

cropped-fotosite.jpg

Prezados Senhores e Senhoras,

A comunidade acadêmica ligada ao campo da educação ambiental (EA), que se faz presente no Grupo de Trabalho de Educação Ambiental (GT 22) da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (ANPEd), em grupos de pesquisa que integram os Encontros de Pesquisa em Educação Ambiental (EPEA), no Colóquio de Pesquisadores em EA da região Sul, dos Encontros Paranaenses de EA, do Fórum Brasileiro de Educação Ambiental e demais espaços regionais, estaduais e locais que se consolidam no território nacional, com acúmulo de vivências, pesquisas, dissertações e teses divulgadas no portal da Capes, vem manifestar seu estranhamento e protesto contra as primeiras medidas e reestruturações implementadas pelo atual e recém-empossado Governo Federal.

Em contradição aos pronunciamentos de posse, que evocavam o compromisso com os caminhos democráticos e o diálogo com toda a sociedade, em suas primeiras medidas percebemos um atropelo e uma falta de escuta ao movimento de mais de 30 anos que vem consolidando a educação ambiental brasileira como uma das referências mundiais nesse campo de conhecimento.

Em parceria com outros movimentos de educadores ambientais, como a Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), constatamos que as reestruturações dos ministérios, realizadas por decreto presidencial em 2 de janeiro de 2019, extinguem setores da educação ambiental dos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente que constituíam o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), instituído pela Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Ressaltamos que as políticas públicas, ao longo de 30 anos, vêm sendo construídas de forma consultiva e participativa junto com a sociedade e, em particular nessa área, com a comunidade de educadores ambientais brasileiros.

Tendo como alicerce a Constituição cidadã brasileira de 1988 que, no inciso VI do § 1º do artigo 225, determina que o Poder Público deve promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino, impondo ao Poder Público e à coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Hoje temos uma série de legislações que regulam as ações das políticas de Estado que contemplam de forma relevante a educação ambiental, tais como:

1) a Política Nacional do Meio Ambiente de 1981;

2) a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996;

3) a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, regulamentada pelo Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002, que dispõe especificamente sobre a Educação Ambiental (EA) e instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e seu Órgão Gestor;

4) as Resoluções do Conselho Nacional de Educação, como a n° 2/2012, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, e a nº 2/2015, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e a Formação Continuada de Professores, entre muitas outras normativas que vêm sendo construídas participativamente por esta larga comunidade de educadores ambientais.

Nessas reestruturações ministeriais definidas no referido decreto, a educação ambiental foi restringida à atuação de uma Secretaria de Ecoturismo do Ministério do Meio Ambiente. Estamos interpretando isso como um grave desmonte, reducionista de uma dimensão educativa considerada na atualidade pela sociedade brasileira, assim como pela comunidade internacional, como fundamental para o enfrentamento da grave crise socioambiental.

As medidas do Executivo provocam mudanças estruturais que impedem e dificultam o cumprimento das leis que garantem a educação ambiental como uma política pública do Estado brasileiro, assim como desconhecem todo o processo que construiu e consolidou a educação ambiental no Brasil. Como autores sociais das políticas que os Senhores estão desmontando, que se somam a outras decisões no campo ambiental, as quais situam o país no rumo do agravamento da crise socioambiental, vimos manifestar nosso protesto, sublinhando a necessidade do retorno do órgão gestor (MEC e MMA), com as políticas públicas construídas participativamente com a sociedade civil.

Assinam este manifesto o Grupo de Trabalho em Educação Ambiental (GT22) da Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (ANPEd) e demais signatários:

  1. Ágora: A Temática Ambiental e o Processo Educativo, Unesp Rio Claro
  2. Área de Educação Ambiental e Ecologia Humana da Faculdade de Educação/UnB
  3. Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, ABRAPEC
  4. Associação Brasileira de Psicologia Ambiental e Relações Pessoa-Ambiente, ABRAPA
  5. Associação Cultural e Ecológica Pau Brasil – ACE Pau Brasil – Ribeirão Preto, SP
  6. Associação de Educadores da América Latina e Caribe / AELAC- capítulo Brasil
  7. Associação dos Chacareiros do Núcleo Rural Córrego do Urubu, ANRU-DF
  8. Associação dos Pós-Graduandos da ESALQ/USP
  9. Associação Portuguesa de Educação Ambiental, ASPEA – PORTUGAL
  10. Cátedra Paulo Freire Educação para a Sustentabilidade – UFRPE
  11. Centro de Educação Ambiental, Ciências e Matemática – CEAMECIM – FURG
  12. COLABOR: Grupo Pesquisa em Artes e Linguagens Digitais / Núcleo Ambiente Natural e Urbano na Contemporaneidade – ECA / USP
  13. Coletivo Cuesta Educador CCE, Botucatu, SP
  14. Coletivo de apoio a Educação Indígena do rio de Janeiro Nhoiru Eté, RJ
  15. Coletivo de Pesquisa em Cinema Ambiental do NuPeM/ UFRJ
  16. Coletivo Educador de Bertioga, SP
  17. Coletivo Educador Ipê Roxo – Ribeirão Preto, SP
  18. Coletivo Permaculturalab de educação ambiental, agroecologia e permacultura – Rio de Janeiro, RJ
  19. Comissão Estadual do IBECC, UNESCO de São Paulo
  20. Comunidade de Prática de Pesquisa em educação preventiva Integral e Desenvolvimento humano, CPP/UFPR/PPGE
  21. Departamento de Apoio a Educação Ambiental, Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade da UFSCar
  22. Departamento de Gestão Ambiental da UERN, Mossoró-RN
  23. Discursos da Ciência e da Tecnologia na Educação (UFSC)
  24. Educação, Ambiente e Sociedade (UFPR)
  25. Encontro e Diálogos com a Educação Ambiental, evento organizado pelos discentes e docentes do PPGEA/FURG
  26. Equipe de Estudo e educação Ambiental, EEA, UEFS
  27. Escola de Meio Ambiente, Universidade Estadual do Amazonas
  28. Estação Luz Espaço Experimental de Tecnologias Sociais – Ribeirão Preto, SP
  29. Fórum de Direitos Humanos e da Terra, FDHT – MT
  30. Fuba Educação Ambiental e Criatividade, São Carlos, SP
  31. Fundo do Brasileiro de Educação Ambiental, FunBEA, São Carlos, São Paulo
  32. Geografia, Educação e Meio Ambiente, GEMA, PPGEO, UFJF
  33. GiTaKa: Grupo Infâncias, Tradições Ancestrais e Cultura Ambiental, UNIRIO
  34. Grupo Ciencia, acciones y creencias – Universidad Surcolombiana, COLOMBIA
  35. Grupo de Acompanhamento e Pesquisa em Governança Ambiental, GovAmb – IEE/USP
  36. Grupo de Articulação Extensionista Marechal Rondon – GAER – ESALQ/USP
  37. Grupo de Didáctica de la Biología. Univ de Buenos Aires, ARGENTINA
  38. Grupo de Educação do Campo e Agroecologia, UFRRJ
  39. Grupo de Educação e Interpretação Ambiental – Trilheiros do Sauá, Universidade Federal de Viçosa
  40. Grupo de Estudo e Pesquisa da Complexidade/FURG
  41. Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Ambiental do Estado de Sergipe
  42. Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Ambiental, GEPEA/UFSCar
  43. Grupo de Estudo e Pesquisa Movimentos Docentes, UNIFESP
  44. Grupo de Estudos da Paisagem, PPGEO, UFJF
  45. Grupo de Estudos Desafios da Prática Educativa – GEDePE – ESALQ/USP
  46. Grupo de Estudos e Interações Pessoa-Ambiente – GEPA/UFRN
  47. Grupo de estudos e pesquisa Ambientes e Infâncias, GRUPAI, UFJF
  48. Grupo de Estudos e pesquisas em Ambiente, Educação e Saúde – Gepes Ambiens PPGE e PPGAS/UNIPLAC
  49. Grupo de estudos e pesquisa em Educação Ambiental e Complexidade da PUC/PR
  50. Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis – GEPEAS/UESB
  51. Grupo de estudos e pesquisa em Educação Ambiental, Sustentabilidade e Ambientalizacão – GEPEASA, Unesp Botucatu/SP
  52. Grupo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Ciências – UFC
  53. Grupo de Estudos e Pesquisa em Interculturalidade e Educação em Ciências – GEPIC, UFTM
  54. Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental Dialógica- GEAD da UFC
  55. Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental e Ecologia Humana – GEPEAEH/FE/UnB
  56. Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental, Diversidade e Sustentabilidade (GEPEADS/UFRRJ)
  57. Grupo de estudos e pesquisas em educação ambiental, GEA/UFJF
  58. Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Meio Ambiente/GEAM/Núcleo de Altos Estudos Amazônicos/NAEA/UFPA
  59. Grupo de Estudos e Pesquisas em Formação de Professores da Área de Ciências (FORMAR-Ciências) – Faculdade de Educação – Unicamp
  60. Grupo de Estudos e Pesquisas em Gestão Ambiental, UERN
  61. Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Formação de Professores e Práticas Pedagógicas em Ensino de Ciências e Educação Ambiental (ECiEA) – Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara – Unesp
  62. Grupo de Estudos em Educação Ambiental desde el Sur, GEASur, UNIRIO
  63. Grupo de Estudos em Educação Ambiental docência e questões contemporâneas, UFRPE
  64. Grupo de Estudos em Educação Ambiental e Educação Campesina – GEAC/PPGen/IFMT
  65. Grupo de estudos em educação ambiental e ensino de ciências – Laboratório de Limnologia /UFRJ
  66. Grupo de Estudos em Educação, Cultura, Ambiente e Filosofia, GEECAF-FURG
  67. Grupo de estudos em política ambiental do IEA, USP
  68. Grupo de Estudos sobre Animais Selvagens da Universidade Federal de Viçosa, GEAS/UFV
  69. Grupo de Estudos sobre Fundamentos da Educação Ambiental e Popular – GEFEAP / FURG
  70. Grupo de Investigación Ciencia Educacion y Diversidad, Universidad del Valle. Cali, COLÔMBIA
  71. Grupo de Investigación Conocimiento Profesional del Profesor de Ciencias – Universidad Surcolombiana, COLÔMBIA
  72. Grupo de Investigación Didáctica y Enseñanza de la Biofisica y la Fisiología (GIDEBIOF), Consejo de Formación en Educación (CFE), URUGUAI
  73. Grupo de Investigación e Innovación Docente Educación Científica, Sustentabilidade e Xénero, Universidade de Vigo, ESPANHA
  74. Grupo de Investigación en Didáctica de la Química DIDAQUIM. Universidad Distrital Francisco José de Caldas, Bogotá, D.C, COLÔMBIA
  75. Grupo de investigación en didáctica y aprendizaje de las ciencias naturales y de la química (GIADICIENQ), Facultad de Ciencias Exactas y Naturales, Universidad de Buenos Aires, ARGENTINA
  76. Grupo de investigación en educación ambiental-GEA, Universidad de Tolima, COLÔMBIA
  77. Grupo de Investigación en Pedagoxía Social e Educación Ambiental, Universidade de Santiago de Compostela, USC, ESPANHA
  78. Grupo de investigación en seguridad alimentaria y enseñanza de las ciencias INYUBA,. Universidad de la Paz, COLÔMBIA
  79. Grupo de investigación en seguridad alimentaria y enseñanza de las ciencias INYUBA. Universidad de la Paz. Barrancabermeja, COLÔMBIA
  80. Grupo de Investigación Seminario Permanente de Derecho Ambiental da Universidad Nacional de Córdoba (UNC), ARGENTINA
  81. Grupo de Pesquisa Análise e Planejamento Ambiental da Paisagem e Educação Ambiental – AnPAP-EA – PPGE-UNISUL
  82. Grupo de Pesquisa Ciência Cidadã na Prevenção de Riscos e Desastres/Cemaden
  83. Grupo de Pesquisa Ciranda Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Ambiente – CIPEA/FURG
  84. Grupo de pesquisa Dialogicidade, Formação Humana e Narrativas – DIAFHNA/UFC
  85. Grupo de Pesquisa Direito e Educação Ambiental – GPDEA/FURG
  86. Grupo de Pesquisa Diversidade e Criticidade nas Ciências Naturais, DICCINA, UNIRIO & UFBA
  87. Grupo de Pesquisa e Estudos em Educação e Gestão Ambiental, Mudanças Climáticas e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em áreas Litorâneas – ” Ribombo” – PPGEA/FURG
  88. Grupo de pesquisa e extensão em educação e comunicação ambiental, Gecom – Esalq/Usp
  89. Grupo de Pesquisa Educação, Ambiente e Sociedade (UFPR)
  90. Grupo de Pesquisa Educação, Estudos Ambientais e Sociedade GEEAS, Universidade do Vale do Itajaí
  91. Grupo de Pesquisa Educação, História e Interculturalidade – UFS
  92. Grupo de pesquisa Educação, Saberes e Decolonialidades, PPGE/UnB
  93. Grupo de Pesquisa em Investigações em Artes Visuais/FURG
  94. Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental – UNESP Bauru
  95. Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental e Ensino de Biologia (GPEBio), Centro de Educação da UFPB
  96. Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental e Formação de Educadores – Instituto de Biociências, USP
  97. Grupo de Pesquisa em Educação e Sustentabilidade (GEPES) -UFRPE/Recife
  98. Grupo de Pesquisa em Educação, Natureza e Sociedade – UERJ/UNIGRANRIO
  99. Grupo de Pesquisa em Formação de Professores e Práticas Educativas – GPFORPE, Universidade Regional de Blumenau
  100. Grupo de Pesquisa em Formação e Prática Pedagógica de Professores de Ciências e Biologia (FORBIO) – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
  101. Grupo de Pesquisa em Gestão e Educação Ambiental (PGEA) – UNESP, Tupã
  102. Grupo de Pesquisa em Interações Socioambientais, da Universidade Estadual de Santa Cruz, GEPISA, UESC/BA
  103. Grupo de Pesquisa Informação e Sustentabilidade em Construção Civil da UFPR
  104. Grupo de Pesquisa Linguagens no Ensino de Ciências Freireano – UFRJ
  105. Grupo de pesquisa na área de identidade e formação docente – GRIFO – Instituto Federal de Santa Catarina
  106. Grupo de pesquisa Rede de Experiência, Narrativa e Pedagogia da Resistência – REDExp- UnB
  107. Grupo de Pesquisa SobreNaturezas, PPGAS/UFRGS
  108. Grupo de Pesquisa Sociedade e Ambiente, Unisinos, RS
  109. Grupo de Recerca en Educación per la Sostenibilitat, Escola i Comunitat – GRESC@, Universidade Autônoma de Barcelona, ESPANHA
  110. Grupo de Trabalho de Psicologia Ambiental – ANPEPP (GT50 – Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia)
  111. Grupo de Trabalho ODS, UnB
  112. Grupo ELO – Estudos da Localidade, FFCLRP / USP, Ribeirão Preto
  113. Grupo Ensino de Ciências e Matemática – IFCE, Fortaleza CE
  114. Grupo Interdisciplinar em Pesquisas Socioambientais – IPÊS, Programa de pós-graduação em desenvolvimento regional (PPGDR-FURB)
  115. Grupo Interinstitucional de Pesquisa em Educação Ambiental do Paraná
  116. Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA-UFMT
  117. Grupo Saúde e educação ambiental com ênfase nas relações parasitárias
  118. Grupo Sociedade e Meio Ambiente – IEA/USP
  119. Instituto 5 Elementos Educação para Sustentabilidade, SP
  120. Instituto Ambiental Aondê – Uberaba/MG
  121. Instituto Ambientes em Rede (IAR) – SC
  122. Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura/Ibecc/Unesco de São Paulo
  123. Instituto Caracol, ICA – MT
  124. Instituto de Conservação de Animais Silvestres – ICAS, Campo Grande MS
  125. Instituto ITAPOTY – Desenvolvimento humano e conservação ambiental / Itatinga – SP
  126. Instituto Paulo Freire, IPF, SP
  127. Laboratório de Ações e pesquisas em educação ambiental – Instituto de Biociências, LAPEAr-UNIRIO
  128. Laboratório de Antropologia e Florestas – AFLORA – UFAC
  129. Laboratório de Avaliação e Testagem em Psicologia – Latep/ UFS
  130. Laboratório de Ecologia e Sistemática Vegetal – LESV   UERN Mossoró/RN
  131. Laboratório de Educação Ambiental (LEA/EMCT/UNIVALI)
  132. Laboratório de Educação e Gestão Ambiental – IFMT Campus Cáceres
  133. Laboratório de Ensino e Pesquisa em Educação para a Ciência – UENP de Jacarezinho
  134. Laboratório de Estudo das Relações Humano-Ambientais (LERHA-Unifor)
  135. Laboratório de Estudos em Intersubjetividade, Critica Social e Direitos Humanos do IP-USP
  136. Laboratório de Estudos sobre Sistemas Complexos Ambientais – LASCA – UFSCar
  137. Laboratório de etnobiologia e etnoecologia (LETNO) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
  138. Laboratório de Etnobiologia UFJF
  139. Laboratorio de investigacion en didactica de las ciencias Grecia-UC. Pontificia Universidad Catolica – CHILE
  140. Laboratório de Investigações em Educação, Ambiente e Sociedade – LIEAS, UFRJ
  141. Laboratório de Pesquisa em Ciências Sociais, Métodos Qualitativos e Extensão – LaPICS – UnB
  142. Laboratório de Pesquisa em Ensino de Biologia – LADEB, UFC
  143. Laboratório de Pesquisas e Práticas Interdisciplinares em Promoção da Saúde, Subjetividades e Cuidado Socioambiental – LAPPISS – UNICESUMAR
  144. Laboratório de Pesquisas em Psicologia Ambiental (Locus-UFC)
  145. Laboratório de Planejamento Ambiental e Gerenciamento Costeiro (LAPLAN) da Unesp – Campus do Litoral Paulista – São Vicente
  146. Laboratório de Psicologia Ambiental – LAPAM – UFSC
  147. Laboratório de Psicologia Ambiental/UnB
  148. Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental – Lapsea, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA
  149. Laboratório de psicologia socioambiental e intervenção do IP da USO l, USP
  150. Laboratório de Psicologia Socioambiental e Práticas Educativas – LAPSAPE/FFCLRP-USP
  151. Laboratório interdisciplinar de estudos e pesquisas em sociedade, ambiente e educação (Labea/Uern)
  152. Laboratório Kizomba na Mata – UFJF
  153. Laboratório Multiusuário para o Desenvolvimento Integrado de dados e Tecnologias de Ensino, DIDATEC – UFS
  154. Linha de Pesquisa Educação Ambiental e Educação do Campo / Programa de Pós-graduação em Educação/UnB
  155. Linha de Pesquisa Educação científica e cidadania, PPGEduC/ UnB
  156. Movimento Cabuçu, de Guarulhos
  157. Movimento Negro Evangélico, MNE – RJ
  158. Mulherio das Letras Europa – vários países da EUROPA
  159. Museu Virtual do Cerrado
  160. Mutirão Agroflorestal – São Joaquim da Barra, SP
  161. Mutirão da Lagoa do Saibro – Ribeirão Preto, SP
  162. Núcleo de Agroecologia Ewè da UFJF
  163. Núcleo de Apoio a Atividades de Cultura e Extensão em Educação e Conservação Ambiental, Esalq/USP
  164. Núcleo de Educação Ambiental, NEA, IFES campus Guarapari
  165. Núcleo de Educação Ambiental – NEA, IFES Campus Piúma
  166. Núcleo de Educação Ambiental, NEA, UFAL
  167. Núcleo de Educação Ambiental – UFSC – Florianópolis/SP
  168. Núcleo de Educação Ambiental e Agroecologia (NEAA/IFES Itapina)
  169. Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA) – Rio Grande /RS
  170. Núcleo de Ensino e Pesquisa Aplicada – NEPA – UFJF
  171. Núcleo de estudos de Pedagogia Social – UFPR
  172. Núcleo de Estudos e Pesquisa em Educação do Campo, Pedagogia da alternância e Ensino de Agroecologia, Departamento de Educação do Campo, UFRRJ
  173. Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica – NEA/Ifes (Intercampi Itapina, Centro Serrano e Colatina)
  174. Núcleo de Estudos em Educação Ambiental – Centro de Ecologia, NEEA, UFRGS
  175. Núcleo de Estudos em Educação Ambiental e Agroecologia – Sala Verde Caparaó (NEA-Ifes-Ibatiba)
  176. Núcleo de Estudos em Educação, Tecnologia e Ambiente – NEETA – Instituto Federal de Santa Catarina
  177. Núcleo de Estudos socioambientais de territoriais – Nesat, UERN
  178. Núcleo de Pesquisa Geografia, Espaço e Ação NuGea, UFJF
  179. Núcleo Infâncias, Natureza e Arte, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, NINA-UNIRIO
  180. Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudo em Educação Ambiental- NIPEEA/ PPGE/ UFES
  181. Núcleo interdisciplinar de Pesquisa, Extensão e Estudos em Agroecologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – NIA/UFRRJ
  182. Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental, ESALQ-USP
  183. Outras Margens: Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental/UNICAMP
  184. Programa de Educação Ambiental da Floresta de Caxiuana, Estação Científica Ferreira Pena/Museu Paraense Emílio Goeldi/MPEG
  185. Programa de Especialização em Educação Ambiental e Sustentabilidade – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFIL) – Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA) – Santo André-SP
  186. Programa de Extensão Escolas Sustentáveis, UNIFESP
  187. Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Sergipe, UFS
  188. Programa de Pós-Graduação em Educação – Universidade Tuiuti do Paraná
  189. Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental, FURG
  190. Programa de Pós-Graduação em Ensino das Ciências / UFRPE / Recife
  191. Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento – UFPR
  192. Programa de Pós-graduação em Rede em Desenvolvimento e Meio Ambiente – PRODEMA (UFPI, UFC, UFRN, UFPB, UFPE, UFS e UESC)
  193. Programa de pós-graduação em rede nacional e ensino das ciências ambientais da UFS / PROFCIAMB/UFS
  194. Programa de Pós-graduação em Rede Nacional para Ensino de Ciências Ambientais – Polo UEFS
  195. Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional para o Ensino de Ciências Ambientais/PROFCIAMB/UFPA
  196. Projeto Arte da Terra – São Joaquim da Barra, SP
  197. Projeto Reciclando Hábitos /FURB
  198. Projeto Trilha da Natureza – UFSCar – São Carlos/SP
  199. Rebelião
  200. Red Iberoamericana de Educación Superior -RESIB
  201. Rede Acreana de Educação Ambiental, AC
  202. Rede de Ambientalização Curricular na Educação Supervisor – RASES
  203. Rede de Educação Ambiental de São Carlos, SP
  204. Rede de Educação Ambiental do Estado de Rondônia – REARO
  205. Rede Internacional de Pesquisadores em Educação Ambiental e Justiça Climática, REAJA
  206. Rede Mato-grossense de Educação Ambiental, REMTEA
  207. Rede Paraense de Educação Ambiental, PA
  208. Rede Paranaense de Educação Ambiental, PR
  209. Rede ProsEAndo de Educação Ambiental – Ribeirão Preto, SP
  210. Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental – REASul
  211. Rede Universitária de Programa de Educação Ambiental e Sociedades Sustentáveis
  212. Resclima, Universidade da Coruña, UC – ESPANHA
  213. Rizoma, UEFS
  214. Sala Verde Arte na Terra – São Joaquim da Barra, SP
  215. Sala Verde da Luz – Ribeirão Preto, SP
  216. Sala Verde Palotina, PR
  217. Sala Verde Pau Brasil – Ribeirão Preto, SP
  218. Sala Verde Rede de Educação Ambiental da Alta Paulista (REAP)
  219. Sala Verde: Observatório de Educação, Saúde, Cidadania e Justiça Socioambiental – Vale do Itajaí (SC)
  220. Sociedade Ecológica Amigos do Embu, SEAE – SP
  221. Sustentabilidade e Saúde Ambiental, UNESC/SC
  222. TERRA – Temas Especiais Relacionados ao Relevo e à Água, PPGEO, UFJF.
Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O problema da comunicação entre o técnico e o camponês

foto1

Foto: Equipe do projeto e Marieta em sua propriedade no Acampamento Elizabeth Teixeira – Limeira/SP. Arquivo pessoal.

A comunicação tem em si muitas expressões, distintas e complementares, mas na formação profissional desenvolvida pela Universidade se utiliza principalmente a comunicação verbal, onde se estabelecem relações bem nítidas de poder (entre aquele que fala e o que ouve, aquele que sabe/entende e aquele não), onde atua com uma autoridade “disciplinadora” e de “acomodação” (FLEURI, 2008; FREIRE, 2014) seja na sala de aula ou fora dela.

“Fora da sala de aula” se dá na condição de extensionista, um conceito questionável.

O grupo do projeto Mosaico Educo Florestal Agroecológico, da Oca, que atua com a frente de  “Atividades agroecológicas em acampamento: oportunidade para extensão universitária em comunidade de Limeira/SP”, da ESALQ, preocupou-se em fazer diálogos de formação que pudessem aprofundar no caráter extensionista que o grupo pretendia fazer junto ao acampamento Elizabeth Teixeira – Limeira/SP. Para isso resolvemos nos basear na leitura da obra “Extensão ou Comunicação?” de Paulo Freire (1983), importante educador brasileiro, que mudou a forma de fazer-falar de educação.

O termo extensão é amplamente usado por diferentes instituições, programas do governo, empresas, universidades, grupos de pesquisa, entre outros e por isso é importante questionar qual o significado e valor desta palavra, para que saibamos “de onde partimos” (quais os princípios) para a construção de nossas ações.

De início o educador  contextualiza a etimologia da palavra e suas formas de uso,  criticando então o termo “extensão”, que para ele indica o ato de estender, transmitir, depositar o conhecimento de alguém que tudo sabe (o técnico) para alguém que apenas absorve, dócil e passivamente o conhecimento (o produtor). Nosso grupo, trabalhando com vários acampados, não podemos ignorar o outro. Cada um carrega consigo sua história, família, razões, objetivos e conhecimentos.

foto2

 

 

Cada um sabe a dor e delícia de ser o que éCaetano Veloso – Dom de iludir (1977)

Foto: Seu Gilberto explicando sobre a ideia da bacia de evapotranspiração.Acampamento Elizabeth Teixeira Limeira/SP. Arquivo pessoal

Devemos promover processos educadores que tragam à tona o sujeito como autor da sua vida, àquele que tem autonomia na busca de atuar e transformar sua realidade (FREIRE, 2002), sempre tomando cuidado para não se criar uma relação domesticadora e/ou persuasiva, isto é, um invasor cultural (FREIRE, 1983).

Estes termos negam a formação do conhecimento autêntico, a ação e a reflexão verdadeiras. Só aprende verdadeiramente aquele que se apropria do aprendido, e podendo adaptá-lo, reinventa de acordo com suas necessidades. Não excluindo sua própria forma de estar e pensar o mundo.

As pessoas precisam problematizar sua condição para que, observando-a criticamente, atuem também criticamente sobre ela.

A educação, portanto, se torna uma busca permanente de humanos conscientes de sua ação transformadora no mundo, que a partir do diálogo, constroem pontes para sociedades onde a liberdade não existe somente em dicionários.

Nesse contexto, nossas ações como equipe de extensionistas-comunidadores/as busca sempre se orientar por esses princípios, para que nossas atividades e oficinas não sejam nem “assistencialistas” e nem desconectadas da realidade. Onde o diálogo e a troca de saberes é o meio, na tarefa de construir processos que qualifiquem a vida dos sujeitos, empoderando-se cada vez mais na transformação para Sociedades Sustentáveis.

 

Por Luã Gabriel Trento – Eng. Florestal e Educador Agroecológico – ESALQ/USP e 

Renata Batista – Graduanda em Eng. Agronômica – ESALQ/USP

 

Referências:

FLEURI, R. M. Rebeldia e democracia na escola. Revista Brasileira de Educação, v. 13, n. 39, p. 470–482, 2008.

FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. p. 189, 2014.

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. 25a ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2002.

FREIRE, P. Extensão ou Comunicação? 7. ed. Rio de Janeiro, RJ: Paz e terra, 1983.

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Oca tem buscado popularizar a agroecologia e a permacultura com jovens em Piracicaba/SP.

Oficinas ocorreram em Agosto e Setembro na Estação Experimental de Tupi.

(red)22082018-IMG_7795

Grupo no Mutirão do SAF – Foto: Bruno Fernandes

Diante de um cenário complexo e de crise no Brasil é evidente a necessidade de outro modelo de desenvolvimento no país. Os impactos causados pelas ações do agronegócio e produção industrial desenfreada revelam um modelo de desenvolvimento tecnológico que visa somente o ganho financeiro, pouco distribui renda e impacta fortemente os ecossistemas brasileiros.

É necessário repensar a lógica de produção e consumo em nossas sociedades. Neste sentido, a Oca tem se debruçado no desafio de articular a dimensão “ensino, pesquisa e extensão” visualizando a transição para sociedades sustentáveis por meio da atuação de seus subgrupos e respectivos (as) educadores (as).

A Oca é uma das parceiras do programa “Jovens, Meio Ambiente e Integração Social” idealizado pela educadora Ondalva Serrano e desenvolvido no município de Piracicaba/SP na Estação Experimental de Tupi. Tendo sido uma das responsáveis pela construção do núcleo no município, a Oca teve participação ativa também nos últimos meses por meio de duas oficinas temáticas: “Sistemas Agroflorestais (SAF)” e “Permacultura e Saneamento Ambiental”.

22082018-IMG_7737

Aquecimento do grupo para a Oficina de SAF – Foto: Bruno Fernandes

As oficinas tiveram como objetivo provocar os jovens a refletir sobre o modelo de desenvolvimento, produção e consumo abordando principalmente a integração humana com a natureza (que hoje é muito fragilizada), bem como, uma nova ressignificação para a vida rural e da produção alimentícia no Brasil.

O Educador João Pedro Menezes conduziu a oficina de Sistemas Agroflorestais (SAF) no dia 22 de Agosto. A atividade contou com uma roda de conversa sobre os modelos produtivos e as múltiplas possibilidades de interação entre produção e conservação das florestas. Em seguida o grupo trabalhou coletivamente para implantar uma pequena unidade demonstrativa de SAF na Estação, e deverá também se responsabilizar pela manutenção e cuidados.

22082018-IMG_7765.jpg

João Pedro orientando o grupo sobre o plantio – Foto: Bruno Fernandes

Segundo Menezes a oficina foi importante no sentido da popularização dos conceitos e técnicas do SAF, e da construção de conhecimentos entre a universidade e a comunidade. “É o caminho mais coerente para resgatar saberes que estamos perdendo, como plantar e colher. É preciso resgatar a habilidade e disposição para executar trabalhos manuais, ainda mais com uma tecnologia de produção que está a serviço da transição para sociedades sustentáveis” afirmou ele.

No dia 19 de Setembro a oficina de “Permacultura e Saneamento Ambiental” foi conduzida pelas educadoras Gabriela Ramos e Paula Nery e pelo educador Bruno Fernandes que trouxeram reflexões sobre as bases da permacultura e a questão da água e saneamento ambiental no Brasil.

19092018-IMG_7829.jpg

Paula e Gabriela conduzindo a atividade prática sobre permacultura – Foto: Bruno Fernandes

Segundo Ramos as atividades, provocações e reflexões foram muito enriquecedoras, especialmente no sentido político de tomar consciência da nossa responsabilidade e potencialidade de transformar nossas mentes e ambientes. “Acredito que o encontro foi muito importante para a formação de jovens, que podem encontrar na permacultura a “desculpa perfeita” para escolher um caminho mais sustentável para a sociedade” afirmou ela.

19092018-IMG_7832

Materiais naturais utilizados na oficina de permacultura – Foto: Bruno Fernandes

Coordenadora do núcleo em Piracicaba a educadora Maria Luísa Palmieri comentou que as oficinas foram muito importantes para a formação integral e ecoprofissional dos jovens. “Na primeira oficina, eles tiveram a oportunidade de implantar um sistema agroflorestal e entender seu funcionamento, o que gerou grande interesse por parte deles. Na segunda o contato dos jovens com os princípios da permacultura têm grande relação com a educação integral, que embasa o programa, construindo reflexões sobre nosso relacionamento com nós mesmos, com os outros e com a natureza da qual fazemos parte.” Afirmou Palmieri.

29072016-IMG_2292

Maria Luísa, coordenadora em reunião de construção do núcleo – Foto: Bruno Fernandes

Neste contexto a Oca busca parcerias visando a intervenção educadora em diversos territórios. Além da dimensão “educadora ambientalista”, que move o coletivo na visão crítica e emancipadora, o fortalecimento da universidade pública (e sua função social) e a democratização dos saberes, são bandeiras levantadas constantemente pelo coletivo como resistência ao modelo hegemônico.

Publicado em Uncategorized | Marcado com , | Deixe um comentário

Lançamento de livro da Oca reúne conjuntura nacional e bem viver

via Notícias

Evento contou com roda de diálogo no SESC Bertioga no dia 9 de abril

No último dia 9 de abril ocorreu, no SESC Bertioga, o lançamento do livro “Educação, Agroecologia e Bem Viver: Transição Ambientalista para Sociedades Sustentáveis”, organizado pela Oca (Laboratório de Educação e Política Ambiental) da ESALQ/USP, e composto por artigos de mais de 30 autores e autoras. O material traz reflexões nos campos da Educação Ambiental, Agroecologia e do Bem Viver (conceito utilizado para remeter aos saberes e o estilo de convivência dos povos tradicionais ao redor do mundo).

09042018-IMG_6513

Foto: Bruno Fernandes

A roda de conversa teve a participação de três autores: Marcos Sorrentino, Fernanda Moraes e André Biazoti. Fernanda, que também foi uma das organizadoras do livro, falou a respeito dos conceitos envolvidos na obra, abordando suas particularidades, inter-relações e autores que dialogam com as temáticas.

Marcos trouxe em sua fala uma análise de conjuntura nacional, reforçando a importância da educação ambiental em busca da verdade, diante de uma conjuntura nacional com tantos retrocessos socioambientais, e buscando provocar em cada cidadão e cidadã uma busca existencial que possa propiciar potência de ação individual e coletiva. André apresentou um pouco de suas experiências na área da agricultura urbana, por meio de seus projetos no município de São Paulo, e descreveu como estes processos participativos podem contribuir para o fortalecimento do senso comunitário e para a participação popular.

09042018-IMG_6504

Foto: Bruno Fernandes

Marcos Sorrentino, que é também coordenador da Oca, comentou o evento foi significativo para o contexto atual, pois incentivou as pessoas, e proporcionou reflexões sobre a realidade local, em um município com 60.000 habitantes, no qual o Governo do Estado e a Sabesp querem retirar água do rio Itapanhaú para abastecimento da megalópole de São Paulo. Em sua visão, quando esta população começa a se manifestar contra esta transposição, ela coloca em pauta a reflexão sobre o modelo de desenvolvimento atual. Assim, cria-se uma oportunidade para a realização de análises de conjuntura, que busque outros modelos de desenvolvimento, e que se apresentem compatíveis com o desenvolvimento local, a melhoria de condições existenciais e sustentabilidade socioambiental.

09042018-IMG_6509

Foto: Bruno Fernandes

DIÁLOGOS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Amanda Oliveira, que é agente de educação ambiental do SESC Bertioga e participou da organização da roda de conversa, disse que o evento foi muito interessante, pois reuniu ativistas da cidade, que já possuem uma pré-disposição para o debate destes temas. Para ela, a roda de conversa no lançamento trouxe à luz questões que estavam presentes, e que, no diálogo se tornam mais claras e palpáveis. Em reuniões de pessoas que estão motivadas por diversas causas, estes diálogos têm o poder de motivar e trazer aquele sopro de esperança para o trabalho coletivo e para impulsionar a luta.

09042018-IMG_6478

Foto: Bruno Fernandes

Ela comentou também que o SESC Bertioga vem desenvolvendo atividades no campo da Educação Ambiental em três frentes de atuação: com o público de comerciários que se hospedam na unidade (valorizando a biodiversidade e o território local), em projetos institucionais, e com a comunidade do município, onde atualmente, vem atuando em um bairro do município com a temática da hortas urbanas e ocupação de espaços públicos.

PROGRAMAÇÃO – A programação de eventos de lançamento do livro ainda terá dois encontros: 13/04, às 10h30, no Centro de Pesquisa e Formação (SESC) e no dia 18/07, às 19h, no SESC Sorocaba.

 

#mudarosistema

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

DICA: Livro “Educação, Agroecologia e Bem Viver: transição ambientalista para sociedades sustentáveis” é lançado

A imagem pode conter: textoColetânea de 20 artigos com 39 autores que se debruçaram nas temáticas da educação, agroecologia e bem viver. O livro é composto por duas partes, a primeira trata dos desafios e utopias que animam a construção de sociedades sustentáveis. Já a segunda busca identificar experiências e reflexões sobre intervenções educadoras que tem como objetivo a superação da degradação socioambiental para a manutenção da vida e o compromisso de enfrentamento das desigualdades sociais. Em seu anexo traz o Guia do Educador Ambiental Popular sobre metodologias de reuniões participativas e que apoiem a realização de ações locais de transformações locais.

Autor(es): Sorrentino, M.; Raymundo, M. H. A.; Portugal, S.; Moraes, F. C.; Silva, R. F. (Org)

Área: Alfabetização Agroecológica Ambientalista

Acesse o livro aqui e boa leitura!

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NO IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DOS PAÍSES E COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

Aconteceu na Ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe/Continente Africano, entre 17 e 20 de julho de 2017, o IV Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa. O objetivo geral do Congresso foi contribuir para a formulação de políticas públicas que propiciem o fortalecimento da educação ambiental nos países Lusófonos e Galícia, ampliando articulações e parcerias.

Estiveram presentes cerca de 300 participantes, representantes dos países, a saber: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e da Comunidade Autônoma da Galícia.

O Brasil contou com uma delegação de 17 pessoas, provenientes dos estados de AM, BA, DF, MG, PR, RJ, RS e SP, representando o poder público, setor privado, movimentos sociais, instituições de educação superior e outras.

IMG_5483

A participação dos brasileiros se deu nos seguintes tópicos da programação:

  •  Painel de abertura: Biodiversidade e Educação Ambiental

Palestrantes: Renata Maranhão (Brasil); Carlos Vales (Galícia); Alfredo Simão Silva (Guiné-Bissau); Helena Freitas (Portugal); Antônio Abreu (São Tomé e Príncipe); Clara Justino (CPLP)

  • Mesa Redonda: Estratégias Nacionais de Educação Ambiental em Unidades de Conservação

Palestrantes: Renata Maranhão (Brasil); Maria Henriqueta Andrade Raymundo (Brasil); Carlos Vales (Galícia)

  • Mesa Redonda: Monitorização, Avaliação e Indicadores de Políticas Públicas de Educação Ambiental dos Países de Língua Portuguesa – Propostas para uma Estratégia de Educação Ambiental na CPLP

Palestrantes: Marcos Sorrentino (Brasil); Maria Henriqueta Raymundo (Brasil); Pablo Meira (Galícia); Luísa Schmidt (Portugal)

  • Mesa Redonda: Conflitos Territoriais: Um Estudo de Caso Voltado a Compreensão dos Desafios de Uma Educação Agroecológica

Palestrantes:  Marcos Sorrentino; Edi Carlos da Silva; João Dagoberto dos Santos (Brasil)

  • Painel: Direitos Humanos e Educação Ambiental

Palestrantes: Aidil Borges (Cabo Verde) Ernestina Menezes (São Tomé e Príncipe) Lucia Iglésias da Cunha (Galícia); Marcos Sorrentino (Brasil) Joana Bernardo (Angola) Rosália Pedro (Moçambique)

  • Painel: Políticas Públicas De Educação Ambiental

Palestrantes: Renata Maranhão (Brasil); Luisa Schmidt (Portugal); Adriana Mendonça (Cabo Verde); Arlindo de Carvalho (São Tomé e Príncipe); Eulália Alexandre (Portugal); Humberta Paixão (Angola)

  • Conferência: A Dimensão Política, Social e Educativa das Alterações Climáticas em São Tomé e Príncipe, no Contexto dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento

Palestrantes: Marilia Torales (Brasil); Edgar Gonzales (México); Adérito Santana (São Tomé e Príncipe).

ANPPEA_Lusofonofoto

Além disso, os brasileiros e brasileiras apresentaram os seguintes trabalhos em comunicações orais e oficinas:

  • Educação Ambiental e Políticas de Responsabilidade Ambiental das Empresas (Silvana Vitorassi)
  • Ouvidoria Ambiental – eu sou um eco cidadão (Júlio Assis Correa Pinheiro)
  • Educação Ambiental: um instrumento à transição para a sustentabilidade na Bacia Hidrográfica do rio Ijuí. (Francesca Werner Ferreira)
  • A mudança climática global na perspectiva dos professores de ciências naturais. (Marília Torales)
  • Educação Ambiental: a experiência do Centro de Educação Ambiental Genesis. (Lourdes Argueta Brasil)
  • Olhar para cima: como sensibilizar gestores públicos para a conservação da biodiversidade. (Luiz Roberto Mayr)
  • Ensino e aprendizagem no ensino superior: Contribuições de disciplinas de Educação Ambiental na Universidade de São Paulo. (Marcos Sorrentino, Vivian Battaini e Rachel Trovarelli)
  • Arte ambiental e a escola: possibilidarte ambiental e escola: possibilidades e estratégias de intervenção. (Welington Dias)
  • Construção coletiva de uma matriz de indicadores de Educação Ambiental. (Marilia Torales)
  • Por uma crítica contemporânea a educação ambiental: justiça ambiental e o caso das comunidades quilombolas de Oriximaná/PA. (Jacqueline Eichenberger)
  • Diagnóstico fotográfico como resposta às fragilidades do manguezal localizado em uma comunidade da Baia de Todos os Santos, Bahia, Brasil. (Márcia Nascimento)
  • Oficina Cor da Terra. (Wellington Dias)
  • Ritual de dança e gastronomia como viés de educação ambiental numa comunidade tradicional do município de São Francisco do Conde-Bahia-Brasil (Angélica Santos da Paixão)

DELEGAÇÃO BRASILEIRA NO IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DOS PAÍSES E COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

  1. Angélica Santos da Paixão (Universidade Católica do Salvador; Prefeitura Municipal de São Francisco do Conde/Secretaria de Educação)
  1. Edi Carlos da Silva (MST-Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
  2. Francesca Werner Ferreira (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural-AIPAN e Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul-UNIJUI)
  3. Jacqueline Eichenberger (Universidade Federal de Rio Grande – FURG)
  4. João Dagoberto dos Santos (ESALQ/USP)
  5. Júlio Assis Correa Pinheiro (Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas)
  6. Lourdes Argueta (Centro de Educação Ambiental Genesis)
  7. Luiz Roberto Mayr (INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia)
  8. Márcia Nascimento (UCSAL- Universidade Católica do Salvador)
  9. Marcos Sorrentino (Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP)
  10. Maria Henriqueta Andrade Raymundo (ANPPEA – Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental. Fundo Brasileiro de Educação Ambiental – FunBEA e Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP)
  11. Marilia Andrade Torales (Universidade Federal do Paraná – UFPR)
  12. Renata Maranhão (Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente)
  13. Silvana Vitorassi (ITAIPU-Binacional)
  14. Simone Portugal (Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP)
  15. Vivian Battaini (Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP)
  16. Wellington Dias (Universidade Federal de Minas Gerais)

O IV Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa foi uma oportunidade de aproximação de seus países membros, em especial, a fim de identificar convergências e estratégias para fortalecimento da educação ambiental respeitando as diversidades e peculiaridades de cada território.

Os encontros possibilitaram conhecer as realidades locais dos países, em especial as apresentações orais e os diálogos informais, e promoveram a reflexão sobre as atuações de cada país.

No Príncipe, a organização de saídas de campo, como trilhas e visitas às comunidades locais, foi imprescindível para vivenciar e conhecer realidade tão distinta e particular. Destaca-se a dedicação da comunidade para receber o Congresso e o grande número de crianças, alegrando e colorindo a paisagem.

ComunidadeFoto

As vivências provocaram muitas reflexões que ainda precisam ser amadurecidas, porém, um resultado significativo foi a articulação dos países em torno da promoção de uma formação de formadores, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Para encerrar o IV Congresso, Guiné-Bissau foi eleita país organizador do V Congresso de Educação Ambiental dos Países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), a realizar em 2019.

Texto produzido pela Oca-Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP.
Publicado em Uncategorized | 2 Comentários

Aconteceu neste sábado, no Parque Nacional do Pau Brasil – Porto Seguro/BA, o 3º Encontro da Formação de Formadores sobre Agroecologia e Educação Ambiental

No dia 22 de outubro de 2016 aconteceu o 3º Encontro do “Curso de Formação de Formadores: Tecendo Saberes Agroecológicos” realizado pelo Projeto Assentamentos Agroecológicos da ESALQ/USP na região do Extremo Sul da Bahia.

Destinado a 40 pessoas, entre professores das escolas do campo do entorno do Parque Nacional Pau Brasil, lideranças, agricultores e agricultoras da Associação dos Produtores Rurais Unidos Venceremos (Aprunve), o curso vem sendo realizado desde agosto e será encerrado em 26 de novembro próximo.

img_2470

A metodologia do curso traz a pedagogia da alternância e a alfabetização agroecológica ambientalista, considerando a realidade dos participantes numa interação entre escola, comunidade, família e trabalho com diálogos e reflexões da teoria e prática que geram intervenções educadoras agroecológicas no território.

img_2129

Neste 3º encontro o curso contou com a participação especial do Professor Marcos Sorrentino da ESALQ/USP e do Coordenador Geral de Gestão Socioambiental do ICMBio – Paulo Russo. As parcerias fortalecem o Curso e outras iniciativas que podem ser promissoras na transição educadora agroecológica da região.

img_2579

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Curso “Formação de Formadores: Tecendo Saberes Agroecológicos” tem início em Belmonte e Porto Seguro – BA no próximo dia 22 de agosto

Foram encerradas as inscrições para participação no Curso Formação de Formadores: Tecendo Saberes Agroecológicos que tem início no dia 22/08 em Belmonte/BA.

Destinado a professores de escolas do campo, lideranças comunitárias, agricultores de assentamentos e articuladores sociais,  o Curso será realizado em dois municípios, entre agosto e novembro de 2016.

No município de Belmonte o Curso acontecerá na Escola do “Pré-Assentamento Deus Me Deu” e, no município de Porto Seguro, no Parque Nacional Pau Brasil, tendo início no dia 27/08.

Seus principais objetivos  são ampliar os conhecimentos e a atuação dos participantes no campo agroecológico e da educação ambiental, fomentando a criação de vínculos, cooperação e colaboração, na perspectiva de contribuir com o processo de transição educadora agroecológica na Bahia.

O Curso é uma realização do Projeto Assentamentos Agroecológicos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), contando com as parcerias da Secretarias Municipais de Educação de Porto Seguro e Belmonte, Associação dos Produtores Rurais Unidos Venceremos (Aprunve), Pré-Assentamento “Deus Me Deu” e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Apresentação1

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

3ª Jornada de Abril pela Reforma Agrária na ESALQ USP

Convidamos todas e todos para a 3ª Jornada de Abril pela Reforma Agrária na ESALQ/USP,  evento gratuito em memória aos 20 anos do massacre de Eldorado de Carajás com diversas atividades e propostas de reflexões compartilhadas.

Nos dias 18 e 25 de abril haverá no Centro de Vivência “Luiz Hirata” duas oficinas de Teatro do Oprimido, jogo teatral que partirá da encenação de uma situação no contexto da reforma agrária, e estimulará a troca entre atores e espectadores, através da intervenção direta na ação teatral.

Já no dia 19/04, no Centro de Vivência também, haverá bate papo entre estudantes e professores sobre a extensão universitária em áreas de assentamentos, possibilitando a troca de experiências e divulgação de inciativas para demais estudantes e interessados no tema.

No Anfiteatro do Departamento de Ciências Florestais, nos dias 26 e 27 de abril haverá dois grandes momentos de debates com o Movimento dos Pequenos Agricultores Via Campesina nos temas agrobiodiversidade, conjuntura política e educação. Nesses dias também haverá o lançamento do Guia de “Variedades Crioulas de Mandioca” e do livro “Lavoura Transgênica”. Será realizada ainda a participação de representantes da FIOCRUZ, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Faculdade de Educação da USP e do projeto “Assentamentos Agroecológicos”. Cabe o destaque também para o lançamento do curso de especialização em Agroecologia, Reforma Agrária e Educação na ESALQ. Para essas atividades é necessário inscrição prévia através do email pteca@usp.br

Esta etapa está sendo realizada pelo Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária (NACE PTECA), Laboratório de Educação e Política Ambienta – Oca, Grupo de Direitos Humanos, Projeto Assentamentos Agroecológicos, Levante da Juventude e tem apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, CALQ e o Grupo de Teatro “Por Volta de Logo Depois”

Segue abaixo a programação detalhada, participe!

Abraço,

Equipe de organização

 

CARTAZ 3 JORNADA DE ABRIL ESALQ 2016

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário