O problema da comunicação entre o técnico e o camponês

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Foto: Equipe do projeto e Marieta em sua propriedade no Acampamento Elizabeth Teixeira – Limeira/SP. Arquivo pessoal.

A comunicação tem em si muitas expressões, distintas e complementares, mas na formação profissional desenvolvida pela Universidade se utiliza principalmente a comunicação verbal, onde se estabelecem relações bem nítidas de poder (entre aquele que fala e o que ouve, aquele que sabe/entende e aquele não), onde atua com uma autoridade “disciplinadora” e de “acomodação” (FLEURI, 2008; FREIRE, 2014) seja na sala de aula ou fora dela.

“Fora da sala de aula” se dá na condição de extensionista, um conceito questionável.

O grupo do projeto Mosaico Educo Florestal Agroecológico, da Oca, que atua com a frente de  “Atividades agroecológicas em acampamento: oportunidade para extensão universitária em comunidade de Limeira/SP”, da ESALQ, preocupou-se em fazer diálogos de formação que pudessem aprofundar no caráter extensionista que o grupo pretendia fazer junto ao acampamento Elizabeth Teixeira – Limeira/SP. Para isso resolvemos nos basear na leitura da obra “Extensão ou Comunicação?” de Paulo Freire (1983), importante educador brasileiro, que mudou a forma de fazer-falar de educação.

O termo extensão é amplamente usado por diferentes instituições, programas do governo, empresas, universidades, grupos de pesquisa, entre outros e por isso é importante questionar qual o significado e valor desta palavra, para que saibamos “de onde partimos” (quais os princípios) para a construção de nossas ações.

De início o educador  contextualiza a etimologia da palavra e suas formas de uso,  criticando então o termo “extensão”, que para ele indica o ato de estender, transmitir, depositar o conhecimento de alguém que tudo sabe (o técnico) para alguém que apenas absorve, dócil e passivamente o conhecimento (o produtor). Nosso grupo, trabalhando com vários acampados, não podemos ignorar o outro. Cada um carrega consigo sua história, família, razões, objetivos e conhecimentos.

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Cada um sabe a dor e delícia de ser o que éCaetano Veloso – Dom de iludir (1977)

Foto: Seu Gilberto explicando sobre a ideia da bacia de evapotranspiração.Acampamento Elizabeth Teixeira Limeira/SP. Arquivo pessoal

Devemos promover processos educadores que tragam à tona o sujeito como autor da sua vida, àquele que tem autonomia na busca de atuar e transformar sua realidade (FREIRE, 2002), sempre tomando cuidado para não se criar uma relação domesticadora e/ou persuasiva, isto é, um invasor cultural (FREIRE, 1983).

Estes termos negam a formação do conhecimento autêntico, a ação e a reflexão verdadeiras. Só aprende verdadeiramente aquele que se apropria do aprendido, e podendo adaptá-lo, reinventa de acordo com suas necessidades. Não excluindo sua própria forma de estar e pensar o mundo.

As pessoas precisam problematizar sua condição para que, observando-a criticamente, atuem também criticamente sobre ela.

A educação, portanto, se torna uma busca permanente de humanos conscientes de sua ação transformadora no mundo, que a partir do diálogo, constroem pontes para sociedades onde a liberdade não existe somente em dicionários.

Nesse contexto, nossas ações como equipe de extensionistas-comunidadores/as busca sempre se orientar por esses princípios, para que nossas atividades e oficinas não sejam nem “assistencialistas” e nem desconectadas da realidade. Onde o diálogo e a troca de saberes é o meio, na tarefa de construir processos que qualifiquem a vida dos sujeitos, empoderando-se cada vez mais na transformação para Sociedades Sustentáveis.

 

Por Luã Gabriel Trento – Eng. Florestal e Educador Agroecológico – ESALQ/USP e 

Renata Batista – Graduanda em Eng. Agronômica – ESALQ/USP

 

Referências:

FLEURI, R. M. Rebeldia e democracia na escola. Revista Brasileira de Educação, v. 13, n. 39, p. 470–482, 2008.

FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. p. 189, 2014.

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. 25a ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2002.

FREIRE, P. Extensão ou Comunicação? 7. ed. Rio de Janeiro, RJ: Paz e terra, 1983.

 

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Oca tem buscado popularizar a agroecologia e a permacultura com jovens em Piracicaba/SP.

Oficinas ocorreram em Agosto e Setembro na Estação Experimental de Tupi.

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Grupo no Mutirão do SAF – Foto: Bruno Fernandes

Diante de um cenário complexo e de crise no Brasil é evidente a necessidade de outro modelo de desenvolvimento no país. Os impactos causados pelas ações do agronegócio e produção industrial desenfreada revelam um modelo de desenvolvimento tecnológico que visa somente o ganho financeiro, pouco distribui renda e impacta fortemente os ecossistemas brasileiros.

É necessário repensar a lógica de produção e consumo em nossas sociedades. Neste sentido, a Oca tem se debruçado no desafio de articular a dimensão “ensino, pesquisa e extensão” visualizando a transição para sociedades sustentáveis por meio da atuação de seus subgrupos e respectivos (as) educadores (as).

A Oca é uma das parceiras do programa “Jovens, Meio Ambiente e Integração Social” idealizado pela educadora Ondalva Serrano e desenvolvido no município de Piracicaba/SP na Estação Experimental de Tupi. Tendo sido uma das responsáveis pela construção do núcleo no município, a Oca teve participação ativa também nos últimos meses por meio de duas oficinas temáticas: “Sistemas Agroflorestais (SAF)” e “Permacultura e Saneamento Ambiental”.

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Aquecimento do grupo para a Oficina de SAF – Foto: Bruno Fernandes

As oficinas tiveram como objetivo provocar os jovens a refletir sobre o modelo de desenvolvimento, produção e consumo abordando principalmente a integração humana com a natureza (que hoje é muito fragilizada), bem como, uma nova ressignificação para a vida rural e da produção alimentícia no Brasil.

O Educador João Pedro Menezes conduziu a oficina de Sistemas Agroflorestais (SAF) no dia 22 de Agosto. A atividade contou com uma roda de conversa sobre os modelos produtivos e as múltiplas possibilidades de interação entre produção e conservação das florestas. Em seguida o grupo trabalhou coletivamente para implantar uma pequena unidade demonstrativa de SAF na Estação, e deverá também se responsabilizar pela manutenção e cuidados.

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João Pedro orientando o grupo sobre o plantio – Foto: Bruno Fernandes

Segundo Menezes a oficina foi importante no sentido da popularização dos conceitos e técnicas do SAF, e da construção de conhecimentos entre a universidade e a comunidade. “É o caminho mais coerente para resgatar saberes que estamos perdendo, como plantar e colher. É preciso resgatar a habilidade e disposição para executar trabalhos manuais, ainda mais com uma tecnologia de produção que está a serviço da transição para sociedades sustentáveis” afirmou ele.

No dia 19 de Setembro a oficina de “Permacultura e Saneamento Ambiental” foi conduzida pelas educadoras Gabriela Ramos e Paula Nery e pelo educador Bruno Fernandes que trouxeram reflexões sobre as bases da permacultura e a questão da água e saneamento ambiental no Brasil.

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Paula e Gabriela conduzindo a atividade prática sobre permacultura – Foto: Bruno Fernandes

Segundo Ramos as atividades, provocações e reflexões foram muito enriquecedoras, especialmente no sentido político de tomar consciência da nossa responsabilidade e potencialidade de transformar nossas mentes e ambientes. “Acredito que o encontro foi muito importante para a formação de jovens, que podem encontrar na permacultura a “desculpa perfeita” para escolher um caminho mais sustentável para a sociedade” afirmou ela.

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Materiais naturais utilizados na oficina de permacultura – Foto: Bruno Fernandes

Coordenadora do núcleo em Piracicaba a educadora Maria Luísa Palmieri comentou que as oficinas foram muito importantes para a formação integral e ecoprofissional dos jovens. “Na primeira oficina, eles tiveram a oportunidade de implantar um sistema agroflorestal e entender seu funcionamento, o que gerou grande interesse por parte deles. Na segunda o contato dos jovens com os princípios da permacultura têm grande relação com a educação integral, que embasa o programa, construindo reflexões sobre nosso relacionamento com nós mesmos, com os outros e com a natureza da qual fazemos parte.” Afirmou Palmieri.

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Maria Luísa, coordenadora em reunião de construção do núcleo – Foto: Bruno Fernandes

Neste contexto a Oca busca parcerias visando a intervenção educadora em diversos territórios. Além da dimensão “educadora ambientalista”, que move o coletivo na visão crítica e emancipadora, o fortalecimento da universidade pública (e sua função social) e a democratização dos saberes, são bandeiras levantadas constantemente pelo coletivo como resistência ao modelo hegemônico.

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Lançamento de livro da Oca reúne conjuntura nacional e bem viver

via Notícias

Evento contou com roda de diálogo no SESC Bertioga no dia 9 de abril

No último dia 9 de abril ocorreu, no SESC Bertioga, o lançamento do livro “Educação, Agroecologia e Bem Viver: Transição Ambientalista para Sociedades Sustentáveis”, organizado pela Oca (Laboratório de Educação e Política Ambiental) da ESALQ/USP, e composto por artigos de mais de 30 autores e autoras. O material traz reflexões nos campos da Educação Ambiental, Agroecologia e do Bem Viver (conceito utilizado para remeter aos saberes e o estilo de convivência dos povos tradicionais ao redor do mundo).

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Foto: Bruno Fernandes

A roda de conversa teve a participação de três autores: Marcos Sorrentino, Fernanda Moraes e André Biazoti. Fernanda, que também foi uma das organizadoras do livro, falou a respeito dos conceitos envolvidos na obra, abordando suas particularidades, inter-relações e autores que dialogam com as temáticas.

Marcos trouxe em sua fala uma análise de conjuntura nacional, reforçando a importância da educação ambiental em busca da verdade, diante de uma conjuntura nacional com tantos retrocessos socioambientais, e buscando provocar em cada cidadão e cidadã uma busca existencial que possa propiciar potência de ação individual e coletiva. André apresentou um pouco de suas experiências na área da agricultura urbana, por meio de seus projetos no município de São Paulo, e descreveu como estes processos participativos podem contribuir para o fortalecimento do senso comunitário e para a participação popular.

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Foto: Bruno Fernandes

Marcos Sorrentino, que é também coordenador da Oca, comentou o evento foi significativo para o contexto atual, pois incentivou as pessoas, e proporcionou reflexões sobre a realidade local, em um município com 60.000 habitantes, no qual o Governo do Estado e a Sabesp querem retirar água do rio Itapanhaú para abastecimento da megalópole de São Paulo. Em sua visão, quando esta população começa a se manifestar contra esta transposição, ela coloca em pauta a reflexão sobre o modelo de desenvolvimento atual. Assim, cria-se uma oportunidade para a realização de análises de conjuntura, que busque outros modelos de desenvolvimento, e que se apresentem compatíveis com o desenvolvimento local, a melhoria de condições existenciais e sustentabilidade socioambiental.

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Foto: Bruno Fernandes

DIÁLOGOS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Amanda Oliveira, que é agente de educação ambiental do SESC Bertioga e participou da organização da roda de conversa, disse que o evento foi muito interessante, pois reuniu ativistas da cidade, que já possuem uma pré-disposição para o debate destes temas. Para ela, a roda de conversa no lançamento trouxe à luz questões que estavam presentes, e que, no diálogo se tornam mais claras e palpáveis. Em reuniões de pessoas que estão motivadas por diversas causas, estes diálogos têm o poder de motivar e trazer aquele sopro de esperança para o trabalho coletivo e para impulsionar a luta.

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Foto: Bruno Fernandes

Ela comentou também que o SESC Bertioga vem desenvolvendo atividades no campo da Educação Ambiental em três frentes de atuação: com o público de comerciários que se hospedam na unidade (valorizando a biodiversidade e o território local), em projetos institucionais, e com a comunidade do município, onde atualmente, vem atuando em um bairro do município com a temática da hortas urbanas e ocupação de espaços públicos.

PROGRAMAÇÃO – A programação de eventos de lançamento do livro ainda terá dois encontros: 13/04, às 10h30, no Centro de Pesquisa e Formação (SESC) e no dia 18/07, às 19h, no SESC Sorocaba.

 

#mudarosistema

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DICA: Livro “Educação, Agroecologia e Bem Viver: transição ambientalista para sociedades sustentáveis” é lançado

A imagem pode conter: textoColetânea de 20 artigos com 39 autores que se debruçaram nas temáticas da educação, agroecologia e bem viver. O livro é composto por duas partes, a primeira trata dos desafios e utopias que animam a construção de sociedades sustentáveis. Já a segunda busca identificar experiências e reflexões sobre intervenções educadoras que tem como objetivo a superação da degradação socioambiental para a manutenção da vida e o compromisso de enfrentamento das desigualdades sociais. Em seu anexo traz o Guia do Educador Ambiental Popular sobre metodologias de reuniões participativas e que apoiem a realização de ações locais de transformações locais.

Autor(es): Sorrentino, M.; Raymundo, M. H. A.; Portugal, S.; Moraes, F. C.; Silva, R. F. (Org)

Área: Alfabetização Agroecológica Ambientalista

Acesse o livro aqui e boa leitura!

 

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PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NO IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DOS PAÍSES E COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

Aconteceu na Ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe/Continente Africano, entre 17 e 20 de julho de 2017, o IV Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa. O objetivo geral do Congresso foi contribuir para a formulação de políticas públicas que propiciem o fortalecimento da educação ambiental nos países Lusófonos e Galícia, ampliando articulações e parcerias.

Estiveram presentes cerca de 300 participantes, representantes dos países, a saber: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e da Comunidade Autônoma da Galícia.

O Brasil contou com uma delegação de 17 pessoas, provenientes dos estados de AM, BA, DF, MG, PR, RJ, RS e SP, representando o poder público, setor privado, movimentos sociais, instituições de educação superior e outras.

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A participação dos brasileiros se deu nos seguintes tópicos da programação:

  •  Painel de abertura: Biodiversidade e Educação Ambiental

Palestrantes: Renata Maranhão (Brasil); Carlos Vales (Galícia); Alfredo Simão Silva (Guiné-Bissau); Helena Freitas (Portugal); Antônio Abreu (São Tomé e Príncipe); Clara Justino (CPLP)

  • Mesa Redonda: Estratégias Nacionais de Educação Ambiental em Unidades de Conservação

Palestrantes: Renata Maranhão (Brasil); Maria Henriqueta Andrade Raymundo (Brasil); Carlos Vales (Galícia)

  • Mesa Redonda: Monitorização, Avaliação e Indicadores de Políticas Públicas de Educação Ambiental dos Países de Língua Portuguesa – Propostas para uma Estratégia de Educação Ambiental na CPLP

Palestrantes: Marcos Sorrentino (Brasil); Maria Henriqueta Raymundo (Brasil); Pablo Meira (Galícia); Luísa Schmidt (Portugal)

  • Mesa Redonda: Conflitos Territoriais: Um Estudo de Caso Voltado a Compreensão dos Desafios de Uma Educação Agroecológica

Palestrantes:  Marcos Sorrentino; Edi Carlos da Silva; João Dagoberto dos Santos (Brasil)

  • Painel: Direitos Humanos e Educação Ambiental

Palestrantes: Aidil Borges (Cabo Verde) Ernestina Menezes (São Tomé e Príncipe) Lucia Iglésias da Cunha (Galícia); Marcos Sorrentino (Brasil) Joana Bernardo (Angola) Rosália Pedro (Moçambique)

  • Painel: Políticas Públicas De Educação Ambiental

Palestrantes: Renata Maranhão (Brasil); Luisa Schmidt (Portugal); Adriana Mendonça (Cabo Verde); Arlindo de Carvalho (São Tomé e Príncipe); Eulália Alexandre (Portugal); Humberta Paixão (Angola)

  • Conferência: A Dimensão Política, Social e Educativa das Alterações Climáticas em São Tomé e Príncipe, no Contexto dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento

Palestrantes: Marilia Torales (Brasil); Edgar Gonzales (México); Adérito Santana (São Tomé e Príncipe).

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Além disso, os brasileiros e brasileiras apresentaram os seguintes trabalhos em comunicações orais e oficinas:

  • Educação Ambiental e Políticas de Responsabilidade Ambiental das Empresas (Silvana Vitorassi)
  • Ouvidoria Ambiental – eu sou um eco cidadão (Júlio Assis Correa Pinheiro)
  • Educação Ambiental: um instrumento à transição para a sustentabilidade na Bacia Hidrográfica do rio Ijuí. (Francesca Werner Ferreira)
  • A mudança climática global na perspectiva dos professores de ciências naturais. (Marília Torales)
  • Educação Ambiental: a experiência do Centro de Educação Ambiental Genesis. (Lourdes Argueta Brasil)
  • Olhar para cima: como sensibilizar gestores públicos para a conservação da biodiversidade. (Luiz Roberto Mayr)
  • Ensino e aprendizagem no ensino superior: Contribuições de disciplinas de Educação Ambiental na Universidade de São Paulo. (Marcos Sorrentino, Vivian Battaini e Rachel Trovarelli)
  • Arte ambiental e a escola: possibilidarte ambiental e escola: possibilidades e estratégias de intervenção. (Welington Dias)
  • Construção coletiva de uma matriz de indicadores de Educação Ambiental. (Marilia Torales)
  • Por uma crítica contemporânea a educação ambiental: justiça ambiental e o caso das comunidades quilombolas de Oriximaná/PA. (Jacqueline Eichenberger)
  • Diagnóstico fotográfico como resposta às fragilidades do manguezal localizado em uma comunidade da Baia de Todos os Santos, Bahia, Brasil. (Márcia Nascimento)
  • Oficina Cor da Terra. (Wellington Dias)
  • Ritual de dança e gastronomia como viés de educação ambiental numa comunidade tradicional do município de São Francisco do Conde-Bahia-Brasil (Angélica Santos da Paixão)

DELEGAÇÃO BRASILEIRA NO IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DOS PAÍSES E COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

  1. Angélica Santos da Paixão (Universidade Católica do Salvador; Prefeitura Municipal de São Francisco do Conde/Secretaria de Educação)
  1. Edi Carlos da Silva (MST-Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
  2. Francesca Werner Ferreira (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural-AIPAN e Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul-UNIJUI)
  3. Jacqueline Eichenberger (Universidade Federal de Rio Grande – FURG)
  4. João Dagoberto dos Santos (ESALQ/USP)
  5. Júlio Assis Correa Pinheiro (Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas)
  6. Lourdes Argueta (Centro de Educação Ambiental Genesis)
  7. Luiz Roberto Mayr (INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia)
  8. Márcia Nascimento (UCSAL- Universidade Católica do Salvador)
  9. Marcos Sorrentino (Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP)
  10. Maria Henriqueta Andrade Raymundo (ANPPEA – Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental. Fundo Brasileiro de Educação Ambiental – FunBEA e Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP)
  11. Marilia Andrade Torales (Universidade Federal do Paraná – UFPR)
  12. Renata Maranhão (Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente)
  13. Silvana Vitorassi (ITAIPU-Binacional)
  14. Simone Portugal (Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP)
  15. Vivian Battaini (Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP)
  16. Wellington Dias (Universidade Federal de Minas Gerais)

O IV Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa foi uma oportunidade de aproximação de seus países membros, em especial, a fim de identificar convergências e estratégias para fortalecimento da educação ambiental respeitando as diversidades e peculiaridades de cada território.

Os encontros possibilitaram conhecer as realidades locais dos países, em especial as apresentações orais e os diálogos informais, e promoveram a reflexão sobre as atuações de cada país.

No Príncipe, a organização de saídas de campo, como trilhas e visitas às comunidades locais, foi imprescindível para vivenciar e conhecer realidade tão distinta e particular. Destaca-se a dedicação da comunidade para receber o Congresso e o grande número de crianças, alegrando e colorindo a paisagem.

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As vivências provocaram muitas reflexões que ainda precisam ser amadurecidas, porém, um resultado significativo foi a articulação dos países em torno da promoção de uma formação de formadores, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Para encerrar o IV Congresso, Guiné-Bissau foi eleita país organizador do V Congresso de Educação Ambiental dos Países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), a realizar em 2019.

Texto produzido pela Oca-Laboratório de Educação e Política Ambiental da ESALQ/USP.
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Aconteceu neste sábado, no Parque Nacional do Pau Brasil – Porto Seguro/BA, o 3º Encontro da Formação de Formadores sobre Agroecologia e Educação Ambiental

No dia 22 de outubro de 2016 aconteceu o 3º Encontro do “Curso de Formação de Formadores: Tecendo Saberes Agroecológicos” realizado pelo Projeto Assentamentos Agroecológicos da ESALQ/USP na região do Extremo Sul da Bahia.

Destinado a 40 pessoas, entre professores das escolas do campo do entorno do Parque Nacional Pau Brasil, lideranças, agricultores e agricultoras da Associação dos Produtores Rurais Unidos Venceremos (Aprunve), o curso vem sendo realizado desde agosto e será encerrado em 26 de novembro próximo.

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A metodologia do curso traz a pedagogia da alternância e a alfabetização agroecológica ambientalista, considerando a realidade dos participantes numa interação entre escola, comunidade, família e trabalho com diálogos e reflexões da teoria e prática que geram intervenções educadoras agroecológicas no território.

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Neste 3º encontro o curso contou com a participação especial do Professor Marcos Sorrentino da ESALQ/USP e do Coordenador Geral de Gestão Socioambiental do ICMBio – Paulo Russo. As parcerias fortalecem o Curso e outras iniciativas que podem ser promissoras na transição educadora agroecológica da região.

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Curso “Formação de Formadores: Tecendo Saberes Agroecológicos” tem início em Belmonte e Porto Seguro – BA no próximo dia 22 de agosto

Foram encerradas as inscrições para participação no Curso Formação de Formadores: Tecendo Saberes Agroecológicos que tem início no dia 22/08 em Belmonte/BA.

Destinado a professores de escolas do campo, lideranças comunitárias, agricultores de assentamentos e articuladores sociais,  o Curso será realizado em dois municípios, entre agosto e novembro de 2016.

No município de Belmonte o Curso acontecerá na Escola do “Pré-Assentamento Deus Me Deu” e, no município de Porto Seguro, no Parque Nacional Pau Brasil, tendo início no dia 27/08.

Seus principais objetivos  são ampliar os conhecimentos e a atuação dos participantes no campo agroecológico e da educação ambiental, fomentando a criação de vínculos, cooperação e colaboração, na perspectiva de contribuir com o processo de transição educadora agroecológica na Bahia.

O Curso é uma realização do Projeto Assentamentos Agroecológicos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), contando com as parcerias da Secretarias Municipais de Educação de Porto Seguro e Belmonte, Associação dos Produtores Rurais Unidos Venceremos (Aprunve), Pré-Assentamento “Deus Me Deu” e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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3ª Jornada de Abril pela Reforma Agrária na ESALQ USP

Convidamos todas e todos para a 3ª Jornada de Abril pela Reforma Agrária na ESALQ/USP,  evento gratuito em memória aos 20 anos do massacre de Eldorado de Carajás com diversas atividades e propostas de reflexões compartilhadas.

Nos dias 18 e 25 de abril haverá no Centro de Vivência “Luiz Hirata” duas oficinas de Teatro do Oprimido, jogo teatral que partirá da encenação de uma situação no contexto da reforma agrária, e estimulará a troca entre atores e espectadores, através da intervenção direta na ação teatral.

Já no dia 19/04, no Centro de Vivência também, haverá bate papo entre estudantes e professores sobre a extensão universitária em áreas de assentamentos, possibilitando a troca de experiências e divulgação de inciativas para demais estudantes e interessados no tema.

No Anfiteatro do Departamento de Ciências Florestais, nos dias 26 e 27 de abril haverá dois grandes momentos de debates com o Movimento dos Pequenos Agricultores Via Campesina nos temas agrobiodiversidade, conjuntura política e educação. Nesses dias também haverá o lançamento do Guia de “Variedades Crioulas de Mandioca” e do livro “Lavoura Transgênica”. Será realizada ainda a participação de representantes da FIOCRUZ, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Faculdade de Educação da USP e do projeto “Assentamentos Agroecológicos”. Cabe o destaque também para o lançamento do curso de especialização em Agroecologia, Reforma Agrária e Educação na ESALQ. Para essas atividades é necessário inscrição prévia através do email pteca@usp.br

Esta etapa está sendo realizada pelo Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária (NACE PTECA), Laboratório de Educação e Política Ambienta – Oca, Grupo de Direitos Humanos, Projeto Assentamentos Agroecológicos, Levante da Juventude e tem apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, CALQ e o Grupo de Teatro “Por Volta de Logo Depois”

Segue abaixo a programação detalhada, participe!

Abraço,

Equipe de organização

 

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I Fórum Da Barbárie ao Bem Viver

O Movimento Educador “Ecossocialismo ou Barbárie” convida todas e todos comprometidos com a transição para sociedades sustentáveis para o Fórum Da Barbárie ao Bem Viver!

Dias 20 e 21 de Maio. No Anfiteatro das Ciências Florestais  ESALQ/USP, Piracicaba/SP

Evento Gratuito. A programação pode ser conferida pelo link da inscrição do evento

As inscrições podem ser feitas através do link:   http://goo.gl/forms/O8CrSK9hYm

Contamos com a sua presença

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                  MST  E  OCA REALIZAM FORMAÇÃO DE EDUCADORES DE                    JOVENS E ADULTOS NO EXTREMO SUL DA BAHIA

Desde julho de 2015 a Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Prado-BA, realiza em conjunto com o Laboratório de Educação e Política Ambiental (OCA-ESALQ/USP) e apoio do Projeto Assentamentos Sustentáveis do NACE PTECA (ESALQ/USP) o “Curso de Formação de Educadores de Jovens e Adultos”, destinado às educadoras e aos educadores de 30 escolas do campo da região do Extremo Sul da Bahia.

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Este Curso trouxe como inovação pedagógica a Alfabetização Agroecológica Ambientalista e está estruturado em três etapas, numa carga horária total de 120 horas, com o objetivo geral de fortalecer a Educação de Jovens e Adultos, que enfrenta grandes desafios como a evasão escolar e a ausência de acompanhamento escolar.

A Alfabetização Agroecológica Ambientalista é uma nova concepção de alfabetização que a Oca/ESALQ/USP desenvolve unindo metodologias de Paulo Freire e os princípios e estratégias da educação ambiental, como processos de aprendizagens permanentes e contínuos, democratização de conhecimentos, diálogo de saberes e estímulos à potência de ação.

Com base na educação popular, a Alfabetização Agroecológica Ambientalista refere-se à introdução de conceitos e práticas da agroecologia e questões ambientais nos processos de ensino-aprendizagem da educação formal, a partir da realidade dos educandos e assentamentos, utilizando-se círculos de cultura; temáticas problematizadoras, educomunicação e o reforço da leitura e escrita.

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A terceira etapa do Curso está prevista para acontecer nos dias 19, 20 e 21 de novembro de 2015, momento em que as educadoras e os educadores receberão o certificado de conclusão deste processo de formação, que abre inúmeras possibilidades para dar continuidade no fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos e, ao mesmo tempo, na construção de Assentamentos Agroecológicos.

Com isso, a Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto assume seu papel formador e articulador de parcerias, que colocam a universidade a serviço do povo, avançando na superação dos desafios da EJA e contribuindo para a consolidação das campanhas de “Agrotóxico Zero” e “Território Livre de Analfabetismo” nas áreas da Reforma Agrária do Extremo Sul da Bahia.

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